IA faz ar-condicionado antecipar ajustes para maior conforto

IA faz ar-condicionado antecipar ajustes para maior conforto

Equipamentos analisam o ambiente, identificam hábitos de uso e ajustam temperatura, ventilação e fluxo de ar automaticamente; tecnologia estará entre os temas da Febrava RIO.

A inteligência artificial começa a mudar a relação dos consumidores com o ar-condicionado. Equipamentos disponíveis no mercado já analisam as condições do ambiente, identificam padrões de uso e realizam ajustes automáticos para adaptar a climatização à rotina do usuário.

 

A tecnologia integra um movimento de digitalização do setor que reúne conforto, eficiência energética, conectividade e automação. A aplicação da inteligência artificial à climatização estará entre os temas apresentados e debatidos na Febrava RIO, de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, no Rio de Janeiro.

 

Para Tatiana Rassini, gestora da Febrava RIO, a incorporação da inteligência artificial aos sistemas de climatização representa uma nova etapa de evolução do setor.

 

“Além do desempenho dos equipamentos, entram nessa discussão a experiência de uso, a capacidade de adaptação e uma gestão mais inteligente do consumo de energia. É um movimento que envolve fabricantes, profissionais e consumidores e que deve ganhar cada vez mais espaço no mercado”, afirma.

 

Na prática, a inteligência artificial permite que o equipamento tome decisões com base na leitura contínua das condições do ambiente. Quando o espaço atinge a temperatura desejada, o sistema pode reduzir a intensidade de funcionamento para evitar o resfriamento excessivo e o consumo desnecessário de energia.

 

Diante de uma mudança no ambiente, o aparelho também pode aumentar a capacidade de climatização antes que a variação térmica seja percebida pelo usuário.

 

Segundo a TCL, dependendo do modelo, a tecnologia pode proporcionar economia adicional de energia de 35% a 38% em comparação com o mesmo equipamento inverter sem inteligência artificial.

 

“A principal mudança é que o equipamento deixa de apenas reagir. Ao analisar as condições do local em tempo real, a inteligência artificial consegue antecipar determinados ajustes e buscar um equilíbrio maior entre conforto e eficiência”, explica Álvaro Ruoso, gerente de produto da TCL SEMP para ar-condicionado residencial.

 

Alguns modelos também utilizam recursos de aprendizado inteligente para identificar preferências recorrentes, como temperatura, velocidade do ventilador e direção do fluxo de ar. Com o tempo, essas configurações podem ser ajustadas automaticamente, com menor necessidade de intervenção do usuário.

 

Nos aparelhos conectados, a geolocalização permite definir um raio de proximidade para que o ar-condicionado seja acionado quando o usuário estiver se aproximando de casa ou desligado quando ele se afastar.

 

“A tendência é que o ar-condicionado precise cada vez menos de comandos diretos do usuário. A partir dos dados do ambiente e dos hábitos de uso, o aparelho pode assumir decisões sobre temperatura, ventilação e fluxo de ar, tornando a climatização mais automática e natural”, afirma Ruoso.

 

A incorporação da inteligência artificial também modifica a experiência de climatização. A expectativa é que sistemas conectados interpretem diferentes variáveis e respondam de maneira personalizada às necessidades de cada ambiente.

 

“O consumidor começa a ter contato com equipamentos capazes de responder de maneira mais personalizada à sua rotina. Para o setor, acompanhar essa evolução significa entender não apenas as novas tecnologias, mas também como elas estão transformando a experiência das pessoas com a climatização”, conclui Tatiana.

 

Matéria por: Revista do Frio & Ar Condicionado